Fico imaginando a máxima duchampiana de que arte é tudo aquilo que se chama de arte – peça de engodo que faz a cabeça vazia de onze em cada onze artistas plásticos e subletrados em geral – aplicada ao humor. “Humor é tudo aquilo que o sujeito chama de humor”, diria um seguidor do homem do penico, caso soubesse o que significa a palavra.
Então, estudantes de sociologia com suas bolsas de couro e sandálias de dedo entrariam numa galeria repleta de pedaços de lixo, garrafas, vibradores enfiados em torradeiras enferrujadas, anões mancos copulando com obesas paralíticas e outras atrações comumente expostas em bienais, mas em vez de porem caras de mais burros tentando parecerem eruditos, cairiam no chão, embolando de rir. E comentariam ao final: “Aquele acordeão furado sobre o banquinho com pintas roxas estava hilário!”
Dezembro 12, 2007 às 11:51 am
eu acho que esta máxima humor é tudo aquilo que se chama de humor” justifica a existência de Zorra Total, a Praça é Nossa e o Saturday Night Live.
Dezembro 21, 2007 às 5:48 am
Protesto em favor dos sociólogos! Cada um é o que é…