ACORDEÃO

By Nicomar Lael

Fico imaginando a máxima duchampiana de que arte é tudo aquilo que se chama de arte – peça de engodo que faz a cabeça vazia de onze em cada onze artistas plásticos e subletrados em geral – aplicada ao humor. “Humor é tudo aquilo que o sujeito chama de humor”, diria um seguidor do homem do penico, caso soubesse o que significa a palavra.

Então, estudantes de sociologia com suas bolsas de couro e sandálias de dedo entrariam numa galeria repleta de pedaços de lixo, garrafas, vibradores enfiados em torradeiras enferrujadas, anões mancos copulando com obesas paralíticas e outras atrações comumente expostas em bienais, mas em vez de porem caras de mais burros tentando parecerem eruditos, cairiam no chão, embolando de rir. E comentariam ao final: “Aquele acordeão furado sobre o banquinho com pintas roxas estava hilário!”

2 Respostas para “ACORDEÃO”

  1. Serbão Disse:

    eu acho que esta máxima humor é tudo aquilo que se chama de humor” justifica a existência de Zorra Total, a Praça é Nossa e o Saturday Night Live.

  2. josias de paula jr. Disse:

    Protesto em favor dos sociólogos! Cada um é o que é…

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